30 de novembro de 2014

FLAWLESS - 10

- vou ficar por mais um tempo aqui, tudo bem?
- sorri - acho que estou indo pelo caminho certo, então...
- provavelmente - sorriu - mas tente ser mais idiota da próxima vez, talvez eu fique - brincou
- ri baixo - mesmo tentando, você tem que ser insuportável em algum momento, não é?
- exatamente - piscou e riu

SKYLER  P.O.V.

DIA SEGUINTE -

Estava terminando de colocar uma roupa, fui até a sala de estar, onde Zayn estava sentado já pronto.

- precisamos mesmo ir?
- seu pai está te esperando - eu disse - não vai querer desapontá-lo
- você pode ser até pior que eu quando quer - reclamou
- sorri - vamos logo

O puxei pela mão e fomos andando até a porta.
Chegamos no carro, e Zayn começou a dirigir e parecia tenso.
Para melhorar um pouco liguei o rádio e deixei summer - Calvin H tocando. 
cantarolei baixo, e não demorou muito para que chegássemos. Sai do carro e antes que caminhasse até a casa, Zayn me parou.

- não fale demais, como eu disse antes, ele vai começar a falar da minha mãe, e por aí vai
- okay Zayn, relaxa, deixa comigo 
- o que você vai aprontar em? - perguntou 
- vamos logo 

Fui até a porta, e apertei a campainha. 
Um mordomo de meia idade atendeu a porta,  ao ver Zayn, sorriu, e logo olhou pra mim também.

- bem-vindos a residência Malik 
- sem isso comigo, Daniel 
- tudo bem, entrem - pediu 

Assim fizemos, e... Parecia um castelo, tudo tinha um jeito antigo, e era enorme.

- que lindo - sorri 
- obrigado - Daniel disse- na época eu escolhi quase tudo junto com o senhor Malik 
- então parabéns - ri - ah, sou Skyler - sorri 
- sou Daniel, prazer em conhecê-la
- onde esta meu pai? 
- ele disse que viria aqui, não deve demorar muito 
- estou aqui 

Olhei nas escadas, pai do Zayn descia, usava um terno, e parecia muito com Zayn, só que uma versão mais velha e mais abatida.
Quando finalmente desceu as escadas e nos encarou.

- filho, quanto tempo em, só tenho te visto na TV - ele disse 
- bom te ver pai 
- e a senhorita? 
- Skyler, prazer em conhecê-lo - sorri 
- seu sorriso é bonito, lembra o da minha mulher 
- ela era bonita?- perguntei 
- era... Linda 
- imagino - sorri de canto 
- se sentem - Daniel disse - querem alguma coisa?
- não - eu e Zayn falamos juntos 

Nós sentamos no sofá. E eu puxei assunto.

- achei bom virmos aqui, o senhor deve se sentir sozinho 
- muito... Desde que minha mulher se foi 
- sabia que o Zayn desenhou os olhos dela, ficou lindo, talvez depois ele possa fazer um pra você 
- sorriu de canto - sério filho? 
- sim - respondeu 
- são bem parecidos com o do Zayn - comentei 
- ah sim, ele puxou os olhos e o jeito dela, antes.. Agora não sei quem ele puxou 
- talvez o senhor pai - disse rude 
- talvez, filho - respondeu doce 
- e a casa é bem decorada - comentei 
- achou? 
- sim - assenti - adoro esse estilo antigo 
- você é um jovem adorável Skyler 
- muito obrigada 

Encarei Zayn que estava boquiaberto, pisquei e voltei a falar com ele.
Me mostrou tudo, fomos até a biblioteca,e consegui fazer com que ele parasse falar de sua mulher.

Depois voltamos a sala, e eu sai com Daniel para a cozinha os deixando sozinhos.

Me sentei e olhei para Daniel.

- Ele gostou de você - Daniel comentou 
- você acha? - sorri
- acho, seu jeito é muito parecido com o da Trisha, melhor, senhora Malik 
- sério? 
- sim, por isso que ele se apaixonou por ela, assim como Zayn por você 
- somos amigos só.. E...
- sou um homem de meia idade, por favor senhorita - riu - só pela forma que ele te olha da pra notar
- então o senhor é bem observador 
- só Daniel 
-então sem senhorita, só Skyler - pisquei 
- okay... Mas sou observador mesmo 
- está com a família a muitos anos? 
- sim, todos os momentos, piores e melhores, você já deve saber da vida do Zayn 
- sim - assenti - e você sabia daquele tio dele? 
- Zayn era muito calado, quando descobri tirei logo ele de lá, dei um jeito de ajudá-lo e agora ele é um homem feito - sorriu de canto 
- sorri - tem razão...
- sabe por que senhor Malik gostou de você? 
- por que? 
-ele não suporta falar da falecida mulher como se fosse um assunto intocável, e como se ele fosse um doente... Você tratou tudo com naturalidade, continue assim 
- eu pensei nisso antes de vir pra cá 

Zayn Malik P.O.V.

Estava ao lado do meu pai, porém diferente da Skyler não sabia como puxar um assunto.

- gostei bastante da sua namorada - ele comentou
- sério? - sorri - só uma amiga
- ah, então você deveria namorá-la - comentou - e você? está bem?
- estou sim e o senhor?
- indo, filho... só esperando minha hora
- por que fala assim? sabe que eu odeio isso
- porque é a verdade, e você sabe que não minto
- sorri de canto - também não gosto de mentir
- venha me ver mais vezes, você faz falta nessa casa
- acha mesmo?
- sim, acha que eu não lembro mais? lembro da sua mãe correndo atrás de você quando era pequeno, lembro do começo da sua adolescência, lembro de quando teve que sair de casa, lembro de tudo - sorriu - estou velho, mas não esquecido - brincou
- ah pai é que... não gosto de ficar lembrando da mamãe, ela foi embora
- me encarou - é habito lembrar dela, não consigo evitar
- eu sei, pai, posso te pedir um conselho?
- claro
- eu... gosto muito da Skyler, mas eu já fui muito ruim com ela, só que mesmo assim, ela gosta de mim, mas ela quer me deixar, não sei o que fazer, ela está morado comigo, mas quer um apartamento só pra ela agora
- deixe ela
- como assim?
- se ela está indo, a culpa é sua
- e o que eu faço?
- deixe ela fazer o que quiser, mas nunca desista dela... quando a mulher gosta de você, ela nunca quer que você desista, só que persista
- mas não sou nenhum fantoche de garota
- riu - pare de ser orgulhoso... seja só você, e não desista dela, vai se arrepender depois
- tem razão
- eu sei - se gabou
- ri baixo

Continuamos conversando, e por mais de doente ainda, meu pai parecia bem melhor que da última vez, talvez Skyler tivesse razão, valeu a pena vê-lo novamente.
Quando as horas se passaram decidimos ir embora. Mas dessa vez eu sabia que voltaria mais vezes.
Ao entrar no carro, olhei para Skyler que ficava olhando para o anel que meu pai lhe deu sorrindo, e isso consequentemente me fez sorrir também.

- obrigado - eu disse
- pelo que? - me encarou
- me fazer vir aqui...
- sorriu de canto - não foi nada
-  suspirei - eu me sinto melhor por incrivel que pareça
- eu te avisei
- quer sair pra almoçar? - perguntei
- claro - sorriu

Liguei o carro, e dirigi até um dos meus restaurantes preferidos.
Estacionei o carro e andamos até o restaurante, e logo nos levaram até a mesa.

- Já veio nesse restaurante?
- ah, meu pai gosta dele - disse se sentando - vim algumas vezes
- não gosta daqui?
- a comida é boa, então - deu de ombros
- imaginei que você diria isso - riu
- então vamos fazer logo os pedidos

Fizemos os pedidos, e depois ficamos apenas aguardando.

- você deveria desenhar algumas coisas pro seu pai
- meu pai gosta das pinturas clássicas não das pichações que eu faço
- riu - tenta, sendo suas talvez ele goste
- ultimamente você está bem positiva
- eu tento - piscou - se eu for insuportável todo tempo, você vai ser um ignorante todo o tempo, e nunca amos conseguir conversar
- sorri de canto - e... ah merda
- o que? - perguntou
- seu pai, bem ali, não olha
- ele já deve ter me visto, que merda
- ele vai me matar?
- provavelmente
- ele tá vindo pra cá

Logo ele parou bem ao lado da nossa mesa e nos encarou.
Olhamos pra ele, e eu mantive meu sorriso no rosto.

- ah, que prazer em revê-lo senhor Diamond
- melhor você se calar, antes que eu perca o resto da minha etiqueta
- pai - ela disse
- o que foi? e o que está fazendo aqui? vamos pra casa, agora!
- não, com quem o senhor acha que está falando? minha irmã? não vou pra casa, porque não quero ir pra casa
- você quer, e você vai, vamos logo, estou falando
- não - ela disse - e se um desses seus seguranças encostar em mim eu faço um escandalo tão grande que você vai se arrepender de estar vivo
- você não pode ficar na companhia desse moleque
- eu posso fazer o que eu quiser, nunca se esqueça disso, quando eu quiser, vou visitar o senhor, sem problemas
- Skyl...
- com licença, perdi totalmente o apetite

Ela se levantou e saiu do restaurante.

- viu o que causou? - ele perguntou
- me levantei - ela é sua filha, deveria saber que não suporta que a tratem assim, eu cometi esse erro, mas não cometo mais, com licença

Saí do restaurante, olhei para Skyler que já estava um pouco longe, gritei seu nome, ela parou e eu corri até ela.

- tudo bem? - perguntei
- claro - sorriu de canto
- certeza?
- não...
- foi p... - me interrompeu
- esses saltos estão me matando não tem como estar bem com isso - disse enquanto tirava os saltos
- ri - só você mesmo
- sorriu de canto - eu adoro uma encrenca, nem me preocupo com isso, vamos andar
- pra onde?
- tem um parque aqui perto, vamos lá

Andei com ela até o parque, que estava fechado.

- está fechado
- pra gente não
- como as...
- só pular a grade, vamos

Ela começou a escalar a grade, jogou os saltos do outro lado e pulou.
Dei de ombros e fiz o mesmo, desabotoei alguns botões da minha camisa, e tirei os sapatos também.
Fomos andando, até encontrar um banco em frente a um lago.

- estão reformando o parque, então fecharam, mas essa reforma parece que não acaba nunca - reclamou
- é um parque enorme, acho que demora - comentei - você não ficou magoada mesmo?
- não - negou com a cabeça - não gosto de me importar com isso, estou acostumada com essas besteiras
- sério? pensava que não estava
- meu pai é um cara complicado, as vezes é bom demais, mas quer me proteger de tudo por ser a mais nova - suspirou - agora parece que ele quer me proteger de você - riu e me encarou
- e você vai deixar que ele faça isso?
- não preciso que ninguém me proteja de nada
- acha que precisa de proteção de mim? - brinquei
- por que precisaria? - sorriu
- você mesma disse que não sabia quem eu era
- então me fala, estou toda ouvidos
- sério?
- aham - ficou de frente pra mim
- suspirei - por que quer sempre que eu fale alguma coisa sobre mim?
- porque eu sou muito curiosa, e você todo misterioso, se encaixa
- okay, mas depois você faz o mesmo
- fechado
- eu sou um cara que... gosta de poder, gosto de estar no topo, por mais que isso seja egocêntrico, mas eu me preocupo com todos que eu gosto, que não são muitos - riu baixo - e eu odeio me sentir fraco
- e o que faz você se sentir fraco
- ultimamente, uma garota específica - me encarou
- riu - se odeia se sentir fraco, por que quer que essa garota específica fique perto de você?
- porque eu achava que me sentia fraco, e era algo horrível, mas na realidade, ela me faz me sentir bem... como se eu tivesse 18 anos
- sorriu
- e você?
- hum... eu sou chata e curiosa, segundo um cara específico eu sou insuportável, mas eu relevo porque eu gosto dele e ele é gatinho - brincou
- ah sério? gatinho? - ironizou - pra mim ele deve ser lindo
- riu - mas é um idiota irônico muitas vezes... mas é estranho como ele já fez o que eu odeio, e depois se tornou uma pessoa que eu gosto, que eu amo... talvez seja porque ele me faz sorrir, só de olhar pra ele - me encarou e sorriu
- interessante saber que você ama esse cara e que acha ele "gatinho" - fiz aspas com os dedos e ri
- sorriu de canto - idiota
- você poderia ser jornalista também, faz tantas perguntas
- já pensei nisso, quem sabe você não vê uma matéria minha na primeira folha do jornal? - brincou
- é, ai eu vou falar "olha que interessante a minha mulher na primeira folha do jornal, é uma pena que ela não sai bem em fotor 3x4"
- riu - acha mesmo que a gente sendo tão diferentes podemos durar juntos? - perguntou
- desde que você fique comigo, eu estou bem
- fico me perguntando o que deu em você, pra mudar de opinião sobre mim
- você fez isso, é diferente de todas as outras, e segundo meu pai, garotas assim não pode deixar escapar fácil
- ah que poeta
- agora vem aqui - a puxou pra perto

Segurei em sua nuca, e selei nossos lábios, a beijei lentamente, e deslizei minhas mãos pelas suas pernas e fui subindo até chegar em sua cintura.

- se eu te disser algo, você continua comigo? - perguntei
- depende
- eu vou ser muito idiota agora, então deveria continua - brinquei
- então fala - sorriu
- eu te amo... demais
- agora você disse a coisa certa - sorriu e me beijou

continua...

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OOOOOI! TUDO BEM? 
Está ai! FLAWLESS PRA VOCÊS! 
Notícia muito triste.... Flawless está acabando :( CHOREMOS 
mas uma boa notícia é que estou com outra fic, junto com a Deh, então confiram lá, o nome é Locked out heaven, tem uma postagem no blog sobre, olhem e comecem a ler, não vamos deixar vocês se arrependerem haha <3 
ESPERO que tenham amado o capítulo, amo vocês <3 beijo - mi 

NOVIDADE! - MICK E DEH


OOOI!  Mi aqui ( a mina que escreve Flawless e THG), ótima, maravilhosa, linda novidade pra vocês!
Eu e a Deh (que escreve Gardênia) vamos escrever uma longfic JUNTAS <3 já estamos tendo as ideias etc, e agora a opinião é de vocês também.
A fic vai envolver romance com cinco, então a imaginação de vocês pode ir looonge, mas antes de começar temos uma pergunta.
Vocês querem uma interativa (como a Deh já fez aqui) ou normal, com os nomes etc, a escolha é de vocês, claro que tem prós e contras das duas. A interativa é ótima porque tem seu nome lindo lá na história, porém você vai ter que ficar com a história que for da principal. A normal, é boa porque você pode imaginar na história que quiser, porém não vai ter teu nome lindo lá.
ENTÃO, INTERATIVA OU NORMAL? VOCÊS ESCOLHEM!
***********************************

Hey, agora é a Deh ta. Então, tem mais uma pergunta pra fazer pra vocês. Pode ser uma ideia meio tosca mas eu pensei de fazer um tipo de competição pra saber se vocês conhecem a minha escrita e a da Mi. A gente meio que dividiu a long em P.O.Vs, eu escrevo um e a Mi outro. Então no final de cada capítulo vocês diriam quem escreveu cada P.O.V, eu ou a Mi. No fim da long quem acertar mais ganha um imagine com o nome. O que vocês acham? Amo vocês! -Deh♥

27 de novembro de 2014

Gardênia - Cap - 27

New Life

x3!

Anteriormente

 Harry aproximou seu rosto do meu e olhou em meus olhos. Sorriu pra mim e eu sorri de volta. Era o sorriso mais lindo de todos mesmo que eu não tivesse visto muitos.

- Você é lindo. -sussurrei olhando em seus olhos-
- É. -falou- Não quero me gabar mas acho que está dando em cima de mim. -sorriu-
- Talvez eu esteja. -falei séria e então colei nossos lábios-

Agora

(seu Nome) P.O.Vs

            Mesmo depois de meia que estou vendo, ainda não consigo acreditar que estou vendo! Isso é o máximo! Jason estava na minha frente me passando uma série de cuidados que eu deveria ter a partir de agora. Ouvi uma leve batida na porta e logo depois a voz da Dra. Jullianne:

- Jason estão precisando de você na... -sua frase ficou no ar logo que me avistou- Ai Meu Deus! 

            Ela levou a mão à boca e derrubou o que estava na mão, começando a chorar. Senti um aperto tão forte dentro do peito que quase me faltava o ar. O que havia de errado?

- Dra. Jullianne está tudo bem? -perguntei-

            Ela apenas sacudiu a cabeça afirmativamente e saiu fechando a porta. Olhei para Harry e Jason e ambos estavam tão confusos quanto eu.

- O que foi que deu nela? -Harry perguntou-
- Eu não sei. -Jason respondeu-

             Eles continuaram falando mas eu parei de prestar atenção. O que será que houve para deixar a Dra. tão abalada assim? Me dói o coração ver uma pessoa tão gentil estar tão triste desse jeito. Jason chamou meu nome despertando-me do devaneio.

- O que foi? -perguntei-
- Está na hora de voltar pra casa, já são 16:00hrs e Nana vai dar "chilique" se não chegarmos até as 16:30hrs.
- Já que você tocou no assunto Nana, eu não quero que ela nem ninguém fique sabendo que posso enxergar
- Eu nem falo com a Nana. -Harry falou-
- E eu nem pretendo falar. -Jason acrescentou-
- Não consigo entender o que vocês tem contra ela. -falei ressentida-
- Nada. -responderam juntos-
- Tá legal. -falei calma- Vamos então.
- Ah, (Seu Nome) antes de ir eu queria conversar com você... A sós. -Harry falou-
- Eu te espero lá fora. -Jason falou e saiu da sala-

             Harry caminhou até a mim e disse:

- Vejo você à noite?
- Eu espero que sim. -falei sorrindo- O que queria falar comigo? -perguntei-
- Pra ser sincero eu só queria te namorar um pouquinho. -sorriu fazendo-me sorrir também-

         Então ele se aproximou de mim até estarmos frente a frente, nossos narizes quase se encostando, eu podia sentir seu cheiro maravilhoso tomar conta do meu ar. Ele acariciou meu rosto com o dedo indicador e sorriu:


- Você é linda.
- É. -falei- Não quero ma gabar mas acho que está dando em cima de mim. -falei repetindo suas palavras-
- Tenha certeza de que estou.



           Seus lábios se juntaram aos meus em um beijo quente e delicado. Um beijo que por mais simples que fosse, era perfeito. 


Jullianne P.O.Vs

           Quando adentrei o quarto em busca de Jason senti meu coração dar piruetas dentro do peito e parar. (seu Nome) estava lá, mas o problema não era esse. Ela estava sem os óculos, estava olhando pra mim e eu conhecia aqueles olhos. Eram os olhos da minha pequena bebê tenho certeza. Me fizeram acreditar que estava morta mas ela não está! Uma mãe não se engana jamais. 

           No mesmo instante senti meus olhos se encherem de lágrimas e não pude conter o choro. Saí de lá o mais rápido que pude e corri me trancando na minha sala . Devo ter deixados todos pensando que sou uma louca mas não me importo. Calma. Respira Jullianne, você precisa ter certeza, você consegue fazer isso! Limpei as lágrimas do rosto e tentei me recuperar do choque repentino. Peguei minha bolsa e passei um pouco de maquiagem pra disfarçar. Respirei fundo algumas vezes e decidi que precisava fazer algo.

           Foi então que tive a ideia. Andei apressada pelo corredor torcendo para que ela não tivesse ido embora ainda. Pra minha sorte, ela estava com Jason indo em direção à saída mas eu a chamei fazendo com que parasse e virasse pra trás. Ela já usava os óculos escuros novamente mas sorriu assim que me viu. Eu sorri de volta me aproximando.

- Dra. Jullianne, espero que esteja melhor. -falou me dando um abraço-
- Eu estou sim, obrigada. -respondi-

           Eu não queria soltá-la do abraço, há tanto tempo esperei por ter um abraço de minha filha, mas eu não queria assustá-la, até porque ainda não total certeza de que seja ela, mas eu não posso estar errada. Me afastei e perguntei:

- Tudo certo pra sexta-feira? -perguntei ansiosa-
- Sexta-feira? -perguntou confusa- Oh Meu Deus eu havia me esquecido. -falou batendo com a mão na testa- Desculpa Dra. mas Nana não me deixaria ir nem que eu implorasse.
- Oh. -abaixei a cabeça decepcionada-
- Mas... -ela começou quando viu minha tristeza e se virou para Jason que logo ergue as mãos pra cima-
- Nem vem (seu Nome). -falou- Eu não vou mentir pra você de novo. Não é certo!
- Ah, por favor Jason? Eu vou ficar tão feliz! -ela implorou e os olhos do rapaz pareceram brilhar ao olhá-la-
- Tudo bem. -ele suspirou- Mas essa é a ultima vez que minto por você. Numa situação que não tenha haver com a sua vista.
- Brigada Jason! Você é o melhor amigo que eu poderia ter. -ela jogou os braços no pescoço dele e o abraçou- 
- Ta bom ta bom. -ele corou e parecia sem graça com o abraço, ou talvez estivesse decepcionado por ter sido mencionado com um bom amigo.
- Fico feliz que a cirurgia tenha dado certo. -falei verdadeiramente-
- Ah é maravilhoso Dra. Jullianne!
- Só Jullianne. -falei-
- Tudo bem Jullianne. -sorriu- Até sexta então, tenho que ir agora.

             Ela me deu outro abraço caloroso e partiu com Jason ao seu encalço.

Jason P.O.Vs

             Assim que chegamos à beira da porta de saída, (seu Nome) segurou meu braço e fechou os olhos. Eu a fitei confuso e perguntei:

- O que está fazendo?
- Não posso ver o céu agora. -respondeu-
- E... Porque não pode?
- Porque Harry quer me mostrar o céu antes de qualquer pessoa, e eu também quero estar ao lado dele quando realizar meu sonho.
- Ah. -foi tudo o que saiu da minha boca. Não posso negar que estava decepcionada, mas também estava muito feliz por ela-

             A deixei em casa e graças a Deus, Nana havia saído para comprar pão, segundo a vizinha ao lado, uma dona que pela aparência amava flores. Me despedi de (seu Nome) e ficou combinado passar aqui na sexta pra levá-la à casa de Dra. Jullianne. No caminho de volta, vi o quanto certas pessoas poderiam ser perigosas e mentirosas. Nana!


       Ooooi minhas gatas gatosas. Tudo bem com vocês? Eu estou mais ou menos. Sabe queria pedir um conselho pra vocês URGENTE! O que a gente faz quando começa a gostar de alguém que meio que já está namorando? Meu Deus me ajude :´( Enfim, acho que o melhor é esquecer neh? Amo vocês gardeners -Deh♥ 


24 de novembro de 2014

~Maratona Gardênia - Cap 26

World of chances

Antes
    (Seu Nome) se sentou na cama e o doutor começou, primeiro retirando o tampão preto, e logo depois os curativos, quando terminou, (Seu Nome) ainda tinha os olhos fechados.

- Pode abrir os olhos, mas não vá muito rápido.
- Ta bom. -ela disse-

          Calmamente, ela abriu os olhos. Eu não sei dizer se havia funcionado ou não, mas senti meu coração se afundar dentro do peito quando ela começou a chorar
Agora...
(seu Nome) P.O.Vs 

            Comecei a abrir meus olhos vagarosamente e a coisa mais incrível do mundo havia acontecido. Eu estava enxergando. Estava enxergando mesmo! Eu não podia acreditar, estava tão chocada e feliz que comecei a chorar. Uma pessoa correu até mim me encarando e pude ter certeza de que era Harry. E ele era tão lindo pra mim que só pude chorar ainda mais. E olha que nem sei o que é ser bonito ou feio.

- Porquê você está chorando? -ele acariciou meu rosto-


- Harry? -perguntei sorrindo-
- Você... Consegue me ver? -perguntou-

            Eu assenti pra ele sorrindo e o abracei com toda força que pude.


- Ai meu Deus! -ele exclamou empolgado- Eu não posso acreditar! 

             Harry saiu do abraço e eu pude ver mais duas pessoas na sala sorrindo. 

- Parabéns você conseguiu. -ouvi a voz de Jason irradiar felicidade, ele era o mais alto e era lindo também-
- Jason! -exclamei sorrindo e ele caminhou até mim me dando um grande abraço também-
- Hey pare de chorar. -ele falou sorrindo-
- Eu não consigo. -falei chorando ainda mais e Harry me abraçou pela cintura- Mas eu estou chorando de felicidade!
- Acho que mereço ganhar o mérito então. -falou o outro homem se aproximando, ele era o doutor, reconheci pela voz-
- Obrigada obrigada obrigada! -falei abraçando ele pela cintura e nem sabia se isso era o certo mas eu estava tão feliz que não me importava com mais nada, ele riu.
- Não há de que. Eu só fiz o meu trabalho.
- Isso tudo é tão maravilhoso! -falei encantada olhando para todos os lados-


- Vou deixar vocês, tenho outras coisas pra fazer. Não se esqueça de colocar o tampão de volta sempre cansar demais suas vistas e continue usando seus óculos escuros por enquanto.
- Vou usar. -falei sorrindo- 

            O doutor saiu do quarto e levou Jason com ele a muito custo, pois Jason insistiu que queria ficar comigo. Oh meu Deus isso é tudo tão surreal! Harry aproximou-se de mim e começou a falar sem parar, tanto que achei engraçado.

- Nossa isso é inacreditável! Tem tanto coisa que eu quero te mostrar! Eu vou te levar pra conhecer o mundo inteiro, melhor ainda, vou te mostrar o céu pela primeira vez! Você vai poder ver o céu (Seu Nome)! Isso é maravilhoso meu Deus. Parece que estamos num sonho não parece?
- Parece. -ri- Um sonho maravilhoso.

              Harry aproximou seu rosto do meu e olhou em meus olhos. Sorriu pra mim e eu sorri de volta. Era o sorriso mais lindo de todos mesmo que eu não tivesse visto muitos.

- Você é lindo. -sussurrei olhando em seus olhos-
- É. -falou- Não quero me gabar mas acho que está dando em cima de mim. -sorriu-
- Talvez eu esteja. -falei séria e então colei nossos lábios-

(Klauroline é tããão *--------*)

Esse ficou pequeno mais eu achei legal kk, enfim. Não sei se acabei a maratona (como assim você não sabe?) Eu não sei gente, se eu conseguir postar mais pra vocês amanhã então não vai ter acabado neh? kk Eu postei esse pequeno mesmo só pra não deixar vocês muitos curiosas se ela ia ou não voltar a enxergar. É isso! Amo vocês Gardeners. -Deh♥

23 de novembro de 2014

~Maratona Gardênia - Cap -25

O fim (do meio)

(///~\\\) momento inoportuno Happy Marrige!?

(Seu Nome) P.O.Vs

           Harry separou nosso beijo e aposto que se ele não estivesse me segurando pela cintura eu teria me "estabacado" no chão de tão mole que estavam minhas pernas, esse é o efeito que Styles tem sobre mim, o poder de fazer com que eu esqueça todo o mundo à minha volta e exista apenas nós dois e o nosso amor. Sorri acariciando sua nuca e mordi o lábio não acreditando ainda naquele momento tão perfeito.

- Porque está sorrindo? -ele perguntou e pude perceber que sorria também-
- Porque eu estou feliz. -respondi- Não posso acreditar num momento mais perfeito que esse.
- Eu acho que também não. Talvez um momento duplo desse. 

       Ele disse e depois que percebeu que não fez o menos sentido o que tinha acabado de falar, começou a rir de si mesmo o que acabou me fazendo rir junto.

- Porque coquinhos eu falei isso? -ele perguntou mais para si mesmo-
- Eu também gostaria de saber. -gargalhei- Acho que namoro alguém com problemas mentais.
- Hey! Não me zoe!
- Desculpe. -falei tapando a boca mas ainda queria rir- Não consigo parar de rir.
- Mas eu sei como te fazer parar. Vem cá. -ele falou me puxando pela cintura e colando nossos lábios novamente-


- Tinha me esquecido como era bom te beijar. -ele falou-
- Então trate de nunca mais se afastar de mim. -falei-
- Vou me certificar disso.
- Harry?
- Sim?
- Amanhã é a minha cirurgia. -não pude esconder meu nervosismo-
- Eu sei disso. -falou- E estarei lá com você o tempo todo-
- Está falando sério? -sorri-
- Você acha que perderia o momento mais importante da sua vida? Mesmo que o mundo inteiro tentasse me impedir eu lutaria até minhas forças acabarem e ainda assim conseguiria chegar lá.

           Não pude deixar de sorrir com suas palavras, porque ele sempre sabe a coisa certa a dizer?

- (seu Nome)? -chamou-
- Sim? 
- Podemos esquecer tudo o que aconteceu aquele dia? Apagar pra sempre da nossa memória? 
- É tudo o que eu mais quero. -respondi sorrindo-

             Eu poderia ficar assim com o Harry a vida inteira, mas eu sei que isso não seria possível hoje. Acariciei seu rosto e comecei a falar.

- Ah Harry, está tudo tão perfeito hoje, eu poderia viver esse dia pra sempre, mas se Nana chegar e te ver aqui não vai gostar. É melhor você ir.
- Eu sei. -ele falou com a voz triste- É difícil ter tido tão pouco tempo com você, mas valeu a pena cada segundo. Eu te vejo amanhã no hospital tudo bem?
- Vou contar os segundos. -respondi sorrindo- (Nossa Deh, que coisa mais Romeu e Julieta)

Harry P.O.Vs

             Entrei dentro de casa com um sorriso de orelha a orelha, esse dia foi muito melhor do que eu pensei que fosse. Na verdade eu pensei que minha vida nunca mais seria feliz de novo.




Dia da cirurgia...
(seu Nome) P.O.Vs

          Eu batia com meus dedos nas pernas freneticamente, estava aguardando Jason na sala de espera me chamar para a cirurgia. Meu coração batia num ritmo descompassado e o medo de que Harry não chegasse logo me corroía por dentro. Ouvi passos e torci para que fosse ele, mas não era.

- É a sua vez (seu Nome), pronta? -ouvi a voz de Jason perguntar-
- Estou, mas... O Harry ainda não chegou...
- O doutor não pode ficar esperando. Talvez o Harry nem venha, eu vou estar lá com você.
- Tudo bem. -suspirei e me levantei-

          Foi então que ouvi a voz de Harry e agradeci a Deus por ele ter chegado.

- Iam começar sem mim? -perguntou-
- Harry! -sorri e o abracei-

          Nesse momento todos os meus medos se dissiparam, só o toque de Harry já me fez criar coragem para enfrentar a cirurgia sem ter o que temer. Afinal, ela só pode me ajudar porque cega já sou. Caminhamos nós três pelo corredor e Jason e Harry seguravam meu braço, cada um de um lado, óbvio. Confesso que me senti como uma criança aprendendo a andar. Assim que entramos na sala de cirurgia ouvi uma voz mais grossa dizer:

- Pode deitá-la Jason.

             Apertei a mão de Harry e ele sussurrou em meu ouvido.

- Tudo bem, vou ficar sentado ali olhando você. Não precisa ficar com medo.

             Assenti e deixei que Jason me deitasse. Então o doutor me perguntou:

- Está nervosa?
- Bastante. -respondi-
- Não tem com que se preocupar. Você vai dormir durante todo o procedimento.
- Então não vai doer? -perguntei esperançosa-
- Nem um pouco.

            E isso foi suficiente pra que eu pudesse relaxar totalmente.

2 horas depois....
Harry P.O.Vs

            (Seu Nome) já estava num quarto, mas ainda dormia. Eu via algumas revistas sentado numa poltrona quando Jason entrou no quarto.

- Oi. -eu disse-
- Oi, ela ainda não acordou? -perguntou-
- Não. -respondi-

            Isso não era óbvio? Se ela estava deitada imóvel é porque com certeza ainda dormia. Ou ele pensou que ela decidiu fingir que estava dormindo pra fazer uma pegadinha? Mas como sou educado né?!

- (Seu Nome) me contou que vocês brigaram. -falou-
- Ela contou é?
- Sim. E também me falou o motivo.
- Ótimo! -falei- Não preciso de mais um pra me chamar de louco ou mentiroso. -revirei os olhos-
- Eu não te acho louco, nem mentiroso. Acho que está dizendo a verdade.
- Você... Acha?
- Sim.
- Porquê? -perguntei desconfiado-
- Porque vi Nana em um momento um tanto suspeito. Na hora pensei que estivesse enganado e não fosse ela, mas depois do que (seu Nome) disse...
- Nana não é quem parece ser. Ainda não sei como deixou que (seu Nome) fizesse a cirurgia.
- Isso porque ela não sabe da cirurgia.
- Não? -perguntei incrédulo- Mas então...
- Ela pensa que é apenas um tratamento que estamos fazendo com as garotas acima de 16 anos. Um tratamento beeem longo por sinal.
- Mas, ela vai perceber que hoje vai demorar mais que o normal.
- Eu disse que sairia com (seu Nome) a tarde.
- E ela deixou? -perguntei boquiaberto-
- Sim. Por incrível que pareça ela gosta de mim.

           Vimos (Seu Nome) se mexer na cama e encerramos a conversa rapidamente, levantei-me e então nós dois fomos pra perto da cama e ficamos a observando. Ela abriu os lábios e perguntou:

- Tem alguém aí?
- Estou aqui. -Jason e eu respondemos juntos-
- O que é isso nos meus olhos? -ela perguntou levando a mão até o tampão que estava nos olhos-
- É um tampão que colocamos pra que seus olhos pudessem descansar. -Jason falou- O doutor já irá tirá-lo para vermos se funcionou ou não. Vou chamá-lo.

                Jason saiu do quarto me deixando sozinho com (seu Nome). Eu segurei sua mão e falei:

- Está se sentindo bem?
- Só um pouco de dor de cabeça mas estou bem.
- Posso te pedir uma coisa? -perguntei-
- O quê?
- Promete pra mim que não vai ficar triste se não der certo? Promete que vai ser a mesma sempre?
- Ah Harry. -ela sorriu- Nada nem ninguém vai me fazer mudar.

              Suas palavras me fizeram sorrir e antes que eu pudesse dizer algo, o doutor entrou no quarto ao lado de Jason.

- Muito bem. - falou colocando luvas- Vamos tirar isso de você.

              (Seu Nome) se sentou na cama e o doutor começou, primeiro retirando o tampão preto, e logo depois os curativos, quando terminou, (Seu Nome) ainda tinha os olhos fechados.

- Pode abrir os olhos, mas não vá muito rápido.
- Ta bom. -ela disse-

              Calmamente, ela abriu os olhos. Eu não sei dizer se havia funcionado ou não, mas senti meu coração se afundar dentro do peito quando ela começou a chorar.


 Eu e meus gifs de TVD rsrs, falando nisso... O que estão achando da 6ª temporada? Gente eu estou com muita dó da Elena mas está perfeita a série, só ficaria mais perfeita ainda se o meu Klaus voltasse ♥ Eu amo♥ Klauroline♥ Isso porque eu tenho quase certeza que o Damon e a Bonnie voltarão a viver porque plmdds neh? Se eles não voltarem qual será a graça? Enfim, quem mais aqui é Vampire Maniac o que está achando? Mais tarde eu volto lindasss, se não der amanhã eu continuo a maratona. -Deh♥

♠Rocket Love- Capítulo 15: Fucking Drugs ♠

~ Malu ON~ 

~ leiam as notas finais ~ 


Silêncio, apenas minha respiração e um quarto escuro. Não queria ser vista por ninguém mas mesmo assim minha família fez questão de trazer um pastor para minha casa e mesmo com os gritos, as batidas incessantes na porta, eu não abri. Não se tratava de demônios que haviam se apossado do meu corpo e sim da minha vida em ruínas. Não restara nada e eu não sei se posso e nem quero reconstruir.

Ficar sozinha por dias, sem nem conseguir dormir ou ler ou fazer qualquer coisa me fez pensar muito, é só isso que consigo fazer, afinal não depende de minha vontade, as lembranças, os pensamentos apenas vem sem pedir licença. Decidi que talvez não tenha mesmo nascido para ser feliz. Sim, posso ser ingrata pensando nisso, até porque nasci em uma família de classe média, tenho uma casa, uma família, comida e nunca passei necessidades. O problema é que por que logo eu sou a ovelha negra da família? Minha irmã, por exemplo, é a imagem de filha perfeita para meus pais e é até estranho como ela sempre faz tudo certo, tudo para agradá-los. Enquanto eu... ligo de madrugada acordando-os e depois chego em casa destruída.

Esse era o antes...


Só para constar, meus cabelos longos, castanhos e saudáveis não existem mais. Não sabia que tinha despertado tanto ódio em Drew mas ele me transformou em um monstro e  parte física não é o que me machuca mais, por incrível que pareça. Foi tudo, a violência, o jeito com que fui tratada. Nunca pensei que defender um amigo acabaria dessa forma. O que carimba minha ficha como louca em potencial é que faria tudo de novo, por Harry ou por Louis, passaria por tudo outra vez para defendé-los. E agora Chadwick e seu grupinho conseguiram fazer o que mais me machuca no mundo. Me bater? Me xingar? Cortar meus cabelos? Não, isso não é nada comparado a perder meus dois amigos, não vê-los mais todos os dias, não comer todas as refeições ao lado deles. Sim, estou acabada, definitivamente.


Meus pais não me querem em casa, quer dizer, meu pai disse que o melhor para mim é ficar aqui e estudar em uma escola perto. Mas minha mãe diz que não sou a mesma, que ficar aqui só pioraria tudo. Ela não se importa que eu fique vinte e quatro horas dentro de um quarto, para ela é até melhor que nenhuma das suas amigas beatas não me veja assim. Com certeza achariam que eu sou uma usuária de drogas, depravada e perdida. Para minha querida mãe, a imagem conta muito e digamos que não estou nem um pouco apresentável.

Beatrice (Eu não sei se citei o nome da irmã dela antes, se sim me avisem porque talvez esteja diferente de Beatrice) veio me chamar para almoçar mais uma vez. Já disse que não vou. O ruim é que meus pais tem essa regra de todos se sentarem à mesa, orarem e comerem. Gostava disso quando era mais nova, porque apesar de não conversamos na mesa, me sentia próxima a eles. O que não sabia é que conforme ia crescendo mais e mais distante eu ficava de meus pais.


Embaixo da minha cama tem metade de um doritos e uma garrafa de suco de amora que peguei da geladeira ontem. Estou com fome mas não sinto tanta vontade de comer. Olho para a mochila improvisada que a moça da cantina fez para mim antes de vir para casa, tem somente algumas peças de roupa, alguns livros, todo o resto ficara lá no internato me esperando. Como se eu fosse realmente voltar para aquele inferno um dia. Minha mãe pode me internar em um outro hospício porque para aquele eu não volto nunca mais.

Não sei para onde vou ou o que vai ser da minha vida. A verdade é que não me conheço o bastante para dizer a mim mesma: ´´ Malu você vai ficar bem, sei que está difícil mesmo tudo o que está passando mas vai superar. Vai voltar a estudar, ser uma médica ou uma advogada ou uma professora´´ Não posso dizer isso a mim mesma porque não sei quem sou ou o que quero ser. Sou somente um poço de dúvidas infinito. Sem final com três pontos de interrogação em cada frase.

- Filha, se arrume, vou te levar a um lugar - meu pai abriu disse encostando na porta e falando de um modo preocupado mas firme. Eu o amava mas ele só era um fantoche nas mãos da minha mãe, tudo que ela mandava, ele fazia sem pestanejar.

Não sei porque mas decidi obedece-lo. Vesti uma calça folgada e um moletom com capuz, sem dúvida ia precisar usar esse detalhe. Eu me sentia um monstro. Não queria que pessoas me vissem, acho que nunca permitiria que Harry ou Louis me olhassem desse jeito. Ainda bem que isso não vai mais acontecer mesmo.
 Saí do quarto e minha mãe estava sentada na sala lendo alguma revista, me olhou e voltou a lê-la.

- Seu pai está esperando no carro. Se comporte. - disse tão fria que eu quis voltar voando para meu quarto. Porém apenas saí daquela casa.

Sentir a brisa fria no rosto me fez realizar de verdade o tanto de tempo que fiquei dentro de casa. Entrei no carro do meu pai, coloquei o cinto e logo já estávamos na estrada. Só então pensei em uma possibilidade. Me coração gelou. Eles não fariam isso. Eu não estou bem. Não. Não. Não.



- Para onde está me levando pai? - falei com os olhos arregalados e o coração batendo forte. Ele me olhou sorriu de canto e voltou os olhos para a pista.

- Ao salão de beleza.

Okay. Por essa não esperava. Sim, eu estou realmente precisando ir. Meu pai me levou quase para outra cidade. Óbvio, salão de beleza é o lugar da fofoca. Se alguém me visse assim, logo toda a cidade já estaria falando sobre a menina rebelde da cidadezinha conservadora.
E o mais ridículo é que nem posso pegar esses créditos para mim. Não me rebelou, não cortei meus cabelos. Chegamos e uma mulher de cabelos ruivos e cacheados nos cumprimentou.

Meu pai disse timidamente que estávamos ali para ajeitar meu cabelo. A mulher olhou para mim e para meu capuz. Fez um sorriso estranho. Deve ter pensado que se eu estava de capuz era porque era algo grave.

Logo eu estava sentada em uma cadeira em frente a tantos espelhos que um temor percorreu minha espinha.

- Acho que você precisa tirar o capuz querida. - Uma mulher falou logo atrás de mim. Ela era morena, os cabelos em coque mas extremamente brilhosos.

- Tudo bem. - disse sem graça e abaixei o capuz.

Tinham umas cinco clientes no salão, duas fazendo as unhas e outras os cabelos. Cada ser naquele ambiente olhou para meus cabelos ou o resto deles. Foi humilhante. Mas então a cabeleireira virou minha cadeira e olhou nos meus olhos, erguendo minha cabeça.

- Eu posso ajeitar. Fique tranquila. Todas nós mulheres já fizemos uma grande tragédia no cabelo. Daqui a algumas horas já estará bem melhor. - o jeito que ela falou foi muito inspirador. Mesmo sem a conhecer, a admirei e queria mesmo que ficasse pelo menos, um pouco menos horrível.

Tinha muita irregularidade no cabelo, algumas mechas estavam nos meus ombros, outras na minha orelha, tudo muito repicado.

- Que tesouro que você cortou esse cabelo? Uma sem ponta de cortar papel? - a profissional comentou horrorizada. Não respondi. Fiquei apenas em silêncio por cerca de uma hora.

Ela lavou minhas mechas, cortou, e depois começou a secar. Me sentia um ser careca, sempre tive cabelos longos e agora estão quase do mesmo tamanho do cabelo da Hazel Grace. Só que ela é perfeita, tem um rosto impecável e eu... sou apenas eu.

Enfim ela disse que tinham acabado, tirou o avental de mim e eu queria ir para casa. Então ela segurou meus ombros e apontou para o espelho com os olhos. Mas eu não queria mesmo olhar para mim.


Depois...


- Você está linda filha. - ouvi meu pai e ele estava sorrindo com os olhos, parecia até emocionado.

E eu virei e me encarei no espelho. Nossa, que milagre. Meu cabelo estava perfeitamente alinhado, curto, muito curto, me sentia nua mas estava bonito. Toquei e estavam muito macios.

- Agora você está super estilosa e moderna. - A cabeleireira disse feliz mexendo nos meus cabelos fazendo eles balançarem - Só falta um guarda roupa novo - sussurrou mais baixo e me fez rir.

É, eu não estava nem um pouco bem vestida. Agradeci pelo serviço, meu pai já havia pago e fomos embora. Não usei o capuz na volta para casa.
Meu pai me levou em um fast food de beira de estrada e eu comi o que não consegui a semana inteira. Foi rápido, logo fomos para casa.

Cheguei e minha mãe estava no mesmo lugar de quando eu saí, ela me olhou e não disse nada. Acho que ali ficou claro porque meu pai me levou em um salão de beleza e não minha mãe. Era simples. Ela havia desistido de mim. Acho que não é uma cristã muito convicta assim. Desistir da própria filha, isso deve ser pecado em algum lugar.

Entrei no meu quarto e outra vez estava sozinha. Acendi as luzes dessa vez e me encarei no espelho, muitas e muitas vezes. Decidi tomar um banho e vestir uma roupa legal. Acho que depois de dias senti uma faísca de força me atingir.


~ Liam ON~ 



Abri meus olhos e tudo que enxerguei foi o chão, eu estava no chão. Em algum lugar empoeirado. Tudo girou quando me sentei. Balancei minha cabeça e senti as dores em meu corpo. Dormi no chão. Encarei o relógio... Havia perdido a carona que o professor de história ia me dar até a estação de trem. Eu descobri que tinha perdido outra coisa além disso quando me virei e ao meu lado no chão estava Angel.

Meu corpo pulou de susto com a imagem dela ali, ela estava com os cabelos soltos, a blusa levantada mostrando parte de sua barriga. Minha mente girou outra vez.

Fucking drugs. 

~ Flashback ON~ 

As risadas dela invadiam meus ouvidos e eram tão boas de ouvir. Acho que não conhecia mesmo quem era aquela garota que estava ali comigo. Ela ria da minha tosse, eu não sabia mesmo como fazer aquilo, era pura fumaça, não era nada bom.

- Vou te ajudar - ela riu e veio e se sentou no braço da minha poltrona. Não estava mais sóbria, dava para ver pelo seu astral. Pegou o cigarro das minhas mãos. Inspirou a fumaça e se aproximou de mim.

Suas mãos foram até minha boca, ela entreabriu meus lábios e ficou tão perto de mim, senti seu cheiro, sua boca quase encostou a minha, fiquei apreensivo, achei que ela me beijaria outra vez mas não, ela jogou a fumaça suavemente e eu fui tragando aquilo e... bateu, pela primeira vez, ela se afastou e eu voltei rindo, fazia cócegas. Logo nós dois estávamos rindo de tudo.

- Tá vendo? Eu disse que era bom - ela falou

- É mesmo, mas é errado né? - eu disse engasgando.

- Tudo que é proibido é mais gostoso - ela piscou e senti uma coisa estranha. Algo no jeito que ela me olhou.

Eu quis... Eu quis fazer algo realmente proibido, pelo menos para mim.
Então me sentei no chão do lado onde ela estava. Me olhou e estendeu o cigarro outra vez para mim.

- Sabe, depois das férias, eu acho que deveria parar sabe, de participar das coisas do clã, não é para você - falou meio apreensiva.

- Não me quer por perto? - eu sussurrei olhando para ela que ficou rígida e se afastou um pouco para o lado disfarçadamente mas eu notei.

- Só estou dizendo que não é para você - ela repetiu um pouco grossa.

- Tudo bem. Mas vou continuar. - entreguei a maconha. Ela revirou os olhos.

- Precisa fazer outro, esse acabou- falou se referindo ao cigarro.

Ela foi se levantar de uma vez e então perdeu o equilíbrio, caiu quase no meu colo, eu estendi o braço para segurá-la. Ela riu alto e eu também.
Então fiquei mais uma vez encantado com seu sorriso, com o jeito dela... E como tudo entre eu e Angel, se é que posso dizer que existe um ´´nós´´ foi muito rápido, como um foguete.

Eu parei de rir, ela ainda continuou, minha mão segurava um de seus braços, ela estava no chão ao meu lado. Passei minha outra mão sobre seu rosto, a acariciei e ela fechou os olhos com o ato. Esperei que os abrisse outra vez e então aquele par de olhos na minha frente eram completamente novos para mim. Era pura doçura e brilhavam como lua cheia. A esta altura não sorria mais estava apenas ficada naquele momento.

- Você não quer fazer isso. - ela disse sem parar de me olhar. Ela estava errada. Pela primeira vez eu tinha praticamente certeza de que queria.

Cheguei mais perto e ela estava quase em meu colo e então aproximei meus lábios e toquei os dela. Lábios rosados e doces mesmo que sei que ela nunca deve ter os colorido com batom, gloss ou algo assim.

Suas mão seguraram meus ombros e logo depois uma das mãos estava na minha nuca. Aquilo era realmente louco e eu queria aprofundar. Então o beijo aconteceu, de verdade, nossas línguas se encontraram devagar, quase como se tivéssemos ensaiados aquela dança a vida inteira. Olhos dela se fecharam e os meus também, então a partir dali entrei em um mundo muito muito muito... Não sei. Era tão bom e como ela disse proibido é bem mais gostoso. Angel já estava em meu colo e eu tirei sua touca, os cabelos encaracolados e cheirosos dela despencaram e eu passei minhas mãos neles.
Passei minha mão na sua cintura e ela parou de me beijar, me olhou e sorriu... Ela sorriu outra vez. Essa garota estava sorrindo demais. Não era normal, devia ficar sob o efeito de maconha as vinte quatro horas do dia.





E então eu pensei no que estava fazendo... Não era outra pessoa, era ela... a dona dos meus piores pesadelos. Eu a beijei e o pior estava gostando e muito. Não fazia sentido. Mas eu não estava nos meus dias mais normais mesmo. Então somente vivi aquilo. E fiquei com a garota que mais me machucou em toda a minha vida.

Fizemos mais uns três cigarros e continuamos naquele jogo de fumar e nos beijar... Por mim eu ficaria fazendo só a segunda opção. Porém acho que quanto mais longe do mundo real ficávamos era melhor. Aquela foi a melhor e mais louca viagem da minha vida. Perdi todos os meus sentidos. E minha noção também.

~ Flashback OFF~ 

Sim, definitivamente nunca mais vou usar drogas.

Ela dorme tão tranquilamente, me perco a olhando e só paro quando ela se mexe e logo após abre os olhos. Levando um susto assim como eu quando acordei. Passa a mão pelo rosto e se levanta. Segurando a cabeça me olha e sorri, mais um de seus sorrisos inesperados.

- Você acabou com a maconha de um mês inteiro em uma noite. Obrigada- agradeceu irônica.

Se levantou, esticou o corpo, prendeu os cabelos em um coque.

- Que horas são? - ela pergunta.

- 10 horas. - eu digo sério e ela entreabre a boca.

- Droga, o horário do café da manhã já passou e eu estou morrendo de fome. - reclamou.

- Tenho alguns alimentos no meu quarto, se quiser. - ofereci instantaneamente e ela faz uma careta para mim.

- Valeu. - disse como se estranhasse minha sugestão.

Nós saímos da salinha devagar, olhando de um lado para o outro. Saímos e era como um deserto. Não tinha ninguém, de longe vemos o segurança. Fora ele, pelo menos até a minha ala, só vi quatro pessoas e duas delas eram funcionários. Todos os alunos que iam viajar já tinha ido. Alguns poucos ficavam. Sei que um garoto do fim do corredor ficaria também, não sabia o porquê, afinal o que era realmente pouco eram os internos com os quais eu já havia falado.

Fui para meu quarto, vi as malas prontas, o jeito era chamar um táxi para me levar até a estação de trem. Porém só sai um trem por dia até o meu destino. E eu perdi porque 9 horas da manhã, o horário que o trem parte eu estava no chão abraçado à minha maior inimiga.

Tomei um banho, estava cheirando a maconha e isso já estava me enjoando. Terminei e decidi ir levar alguns biscoitos que tinha guardado no meu quarto para a minha parceira de noites loucas. Não que eu repetiria aquela noite mas foi a única vez que fiz algo assim.

Cheguei na ala XX, nem sinal de ninguém, bati na porta e nada. Vi que estava encostada e então entrei. O quarto dela não estava uma bagunça dessa vez, a verdade é que não tinha praticamente nada lá, só os livros que usávamos jogados em um pilha no chão, uma poltrona, o guarda-roupa e sua cama. Alguns objetos e mais nada importante. No seu criado mudo, um porta retrato apenas, me aproximei. Peguei-o em minhas mãos, era uma criança, um garoto sorrindo.

- O que você pensa que está fazendo? - ela fala e eu derrubo o porta retrato com o susto. Quebra assim que toca o chão. Droga.

- Ai meu Deus, me desculpa - me ajoelho para pegar e logo ela está me afastando para longe e pegando a foto em suas mãos.

Ela estava de toalha e muito brava. Só ali reparei em seu corpo, a olhei como uma garota ou uma mulher. Mas certamente não tinha clima nenhum para eu ficar ali a encarando.  Ela tenta separar a foto do vidro e se corta, percebo pelo palavrão que soltou e pelos pingos de sangue na toalha branca.

- Você se machucou, deixa eu ajudar - fui até ela e tentei pegar sua mão mas ela me afastou mais.

Se sentou em sua cama e ficou encarando a foto e pressionando o corte na toalha. Me sentei ao seu lado.

- É seu irmão? Sente saudade dele? - perguntei baixinho e ela olhou para frente, percebi que seus olhos começavam a ficar vermelhos. Ela assentiu com a cabeça. Mas logo se levantou e ficou encarando o porta retrato quebrado no chão.

- Viu o que você fez? O que veio fazer aqui? - ela disse cruzando os braços.

- Vim trazer isso - mostrei a sacola com biscoitos- já que disse que tava com fome. Já estou indo.

Me levantei, obviamente não era uma boa hora. Quando já estava saindo, ouvi um quase silencioso ´´obrigada´´.

Almocei sozinho e observei ela do outro lado do refeitório. Nunca vi ninguém comer tanto e eu também nunca tinha comido tanto. Acho que era a ´´ressaca´´. Só quando ela terminou, me viu ao girar o rosto pelo refeitório. Tinham apenas umas vinte pessoas de centenas.

Por algum motivo, ela deixou sua bandeja e veio se sentar ao meu lado.
Eu ainda estava comendo e fiquei sem reação. Continuei. Logo havia terminado.

- Me desculpe pelo porta retrato. - falei e ela balançou a cabeça.

- Não tem problema, não ligo para isso, o principal é a foto e esta ficou intacta.

- Por que não vai visitar seu irmão já que sente tanta saudade? - ela me olhou  e eu logo soube que tinha tocado no ponto fraco. Sim, eu tinha descoberto um ponto fraco naquela muralha.

- Não posso sair daqui. - ela disse fria mas senti uma pontada de dor em seu modo de falar.

- Todos podem visitar seus familiares, ir para casa nos fins de semana ou nas férias . - eu disse e ela riu debochada.

Não conhecia aquele ser na minha frente, não sabia absolutamente nada sobre ela. Ontem foi tão fácil mas agora estamos sóbrios e ela continua distante. Precisava saber mais da González. Eu nem ao menos sabia seu primeiro nome.

- Onde você mora? - perguntei e ela me encarou cerrando os olhos.

- Aqui. - disse simplesmente.

- Eu sei, mas e sua casa de verdade, onde fica?

Angel me olhou como se eu fosse o mesmo otário que ela chutava quando estava entediada. Se levantou e saiu andando. Me deixando ali com mil pontos de interrogação na cabeça e com a certeza que precisava mesmo saber mais dela. Por que? Porque só assim poderia ir profundo e quebrar as barreiras entre nós.

Fui para meu quarto pela tarde, li outra vez o bilhete que Katherinne me deixara antes de partir.

´´ Morrerei de saudades suas, obrigada por ser meu companheiro diário, por me amar e por se esforçar ao máximo pela nossa felicidade dentro de Wolverhampton. Estou orgulhosa por você sempre fazer de tudo por mim e pelos mais indefesos. Te amo por isso. E por um monte de outras coisas. Até breve. Um mês longe de você durará uma eternidade.´´

Me sentia amado e isso era incrível mas só conseguia ler e ler duas palavras ´´ máximo´´ e ´´tudo´´. Será mesmo que estava me esforçando o bastante para acabar com o clã e seus membros? Faltava peças nesse quebra cabeça. Precisava descobrir o mistério em Angel.

Sua mãe era uma viciada em drogas, ela é uma serial killer, matou seus pais, fugiu da prisão, não eram poucos os boatos sobre sua vida. Mas não sabia se nada disso era verdade. Mas tinha um jeito de descobrir.

Tudo estava mais fácil com o Internato às moscas. Precisava entrar no almoxarifado que possuía os documentos dos internos. Lá estariam algumas informações básicas sobre González. Só precisava esperar o momento certo, mas rápido, já que meu trem sai pela manhã.

Fiquei à espreita sentado perto da porta da sala dos documentos e flashs da noite passada vieram a minha mente.

O modo como ela dançava no meu colo, seus cabelos soltos, os beijos quentes. Estávamos chapados e eu sei que havia ficado excitado também.
Não entendia como alguém podia gostar de alguém como ela mas havia gostado de ficar com Angel... Ilógico.

Finalmente vi uma brecha, a secretária saiu de lá e eu apenas fui. Se eu fosse pego não tenho ideia do que aconteceria. Provavelmente ia fingir que errei de sala ou algo assim.
Eram tantos armários que fiquei tonto. Então vi que tinham números em cada um deles. O fim devia ser referente à turma em questão.
Abri rapidamente, eram muitas pastas. G G G G G G procurava, achei e depois Garcia, Giard, Gomez, Green, opa, passei. Voltei e lá estava González.

Amélia Rose González???? Nunca adivinharia um nome assim para alguém tão sombria. Rose? Só se fossem apenas os espinhos. Era um documento bem cheio, inclusive maior do que a maioria dos demais dossiês. Não sabia se tentava ler tudo ali ou se levava, pensei rápido e comecei a folear.

Amélia Rose González

15 anos - 15??? Como assim ela só tem 15? Vi a data de seu nascimento, não estava tão longe de completar 16.

Mãe: Maria Dolores González - deve ser a viciada

Pai: Desconhecido ...

Mais algumas informações banais, informações de um orfanato. Talvez a mãe dela realmente é uma viciada em drogas que a abandonou. Tinha algo como um parecer de algumas famílias. Não tinha tempo para ler.  Virei a página e então veio o choque.

Era como uma ficha criminal, anexada.

´´ Condenada por Homicídio culposo´´. 

Puta que pariu. Não sou de xingar mas comecei a repetir várias e várias vezes sem parar. Como podem colocar uma assassina entre nós assim? E eu sempre fui sem principal alvo. Poderia estar morto agora. Ontem passei horas do seu lado. Eu deveria estar morto. Não conseguia raciocinar, olhei para a frase várias e várias vezes.

- O que está fazendo aqui? Largue isso agora! - Ouvi uma voz gritar atrás de mim. Pronto. Estava literalmente fodido. Me envolvi com uma assassina e vou ser punido outra vez.

Enquanto era levado para a diretoria, só conseguia pensar em como corri perigos, ainda comecei um plano de vingança contra uma homicida.

- Você outra vez Payne? - Úrsula me olhou desapontada e mais ainda quando a mulher de voz esganiçada me deletava.

- ... e ele ainda estava com um documento nas mãos? Coisas confidenciais - ela terminou. A diretora agradeceu e pediu para que ela se retirasse.

- Sabe que isso foi algo grave não é? - eu assenti- Coisas assim rendem suspensões de vários dias - eu arregalei os olhos - Você terá que ficar no Internato nessas férias.

Não. Não. Não. Por que diabos isso está acontecendo comigo? Eu me levanto desesperado. Era tudo que eu menos queria no mundo. Vou enlouquecer, preciso sair de Wolverhampton o mais rápido possível.

- Por favor diretora, não faz isso comigo. A senhora sabe que não visito minha mãe nos fins de semana, essa era a minha chance - Já estava quase chorando.

- Me desculpe Liam, você sabe que eu e todos os outros professores gostamos muito de você mas você invadiu uma sala confidencial. Não posso ser branda em relação a isso.

- Eu fui um dos alunos que mais estudou, que mais fez tudo certinho e eu vou perder as minhas férias??? - eu não consegui segurar meu tom de voz, devia estar gritando.

- Liam, se acalme. - ela pediu. Me acalmar??? Quem ela acha que é? Tirar minhas férias? Me deixar aqui nesse inferno? Meu sangue ferveu e perdi o controle sem perceber.

Não sei o que me deu, mas passei meus braços por toda a mesa, derrubei tudo que estava lá, documentos, porta retratos (~ama quebrar porta retrato né kirido~) até o computador caiu também. Só ouvi tudo se quebrando no chão.
A face de Úrsula estava em choque, ela começou a chamar o segurança e se eu não fosse contra a violência contra as mulheres, talvez tivesse avançado nela.

Senti braços me segurando.

- Agora definitivamente você não vai ter férias.- ela falou aparentemente nervosa. Não mais que eu, garanto.

- Me larguem- os seguranças me largaram quando já estava bem longe da diretoria.

- O que deu em você garoto? - O inspetor perguntou sem entender como eu estava daquele jeito.

- A diretora... Ela não vai me deixar sair, vou passar as férias todas aqui, nesse inferno - falei quase sem conseguir. Já sentia uma vontade imensa de chorar, então fui apenas para o meu quarto.

Para piorar, quem estava em frente a minha ala? Sim. A assassina, culpada por eu perder minhas férias. As lágrimas secaram assim que a vi só queria que ela desaparecesse.
Entrei na ala sem nem ao menos falar com ela, só que ela veio atrás de mim e entrou no meu quarto comigo. Desejei mesmo que ela tivesse uma faca na cintura e me matasse. Imploro por isso. Minha vida é uma droga.

Me deitei na cama com a mão no rosto. Não pode ser verdade. Não, deve ser mais um pesadelo. O que eu fiz? Eu devo estar perdendo o juízo mesmo.

- Aquela diretora é uma vadia. - Angel falou depois de uns cinco minutos de silêncio e eu a olhei. Como diabos ela sabia disso??? - Eu sempre passo as férias aqui, não é tão ruim. O pior de Wolverhampton são as pessoas e praticamente todas não estão mais aqui.

É. Mas você está. E isso é pior do que se tivesse 1 milhão de pessoas infernais no internato. Por que ela ainda estava aqui? Por que não simplesmente ia embora? O que ela queria comigo?

- Nada é pior que ficar aqui. - falei com tanto ódio que acho que ela sentiu. E fez um gesto para ir embora.

- Você me deu biscoitos então acho que te devo algo - Não, não deve. Somente vá. - Então, eu tenho álcool e drogas no meu quarto, se quiser eu trago.

Tirei as mãos do rosto e a olhei. Ela estava séria. Fala aquilo de verdade. Qual o problema dessa garota? Eu não vou mais correr risco de vida ficando ao seu lado. Não mesmo. Agora tenho quase certeza que ou ela matou mesmo o Josh Devine ou foi cúmplice do Drew. Logo ela já não estava mais ali.

Só eu, sozinho outra vez e assim seria por mais quatro semanas, eternas.


CONTINUA...
Poxa gente, vocês não estão comentando, se quiserem, eu paro de escrever, sério.
Não sei mesmo quando vou postar de novo e acho que voces nem se importam.

Malikisses

~Maratona Gardênia - Cap 24

Distantes, mas ainda próximos

Untitled

Anteriormente:
- Jason você está me ouvindo?
- E-Estou, estou sim.
- Você acha que eu devia acreditar em quem? Quer dizer, porque qualquer um dos dois mentiria pra mim?
- Olha (Seu Nome), eu não sei o que dizer sobre isso... Eu acho melhor a gente entrar e comer, esquecer tudo isso um pouco vai ser bom pra você. Que tal? -sugeri-
- Eu... Acho uma ótima ideia. -respondeu-
- Pois então venha comigo linda Cinderela, hoje eu serei sua fada madrinha! -falei com uma voz engraçada-

           Ela riu, pela primeira vez no dia ela riu de verdade. E acho que ganhei minha noite.

(Seu Nome) P.O.Vs

      As horas pareciam não passar depois que Nana saiu, uma vez que eu estava com meus pensamentos corrompendo-me por dentro e o sono parecia ter evaporado. A única coisa que pensava, era em como dias antes Harry estaria aqui comigo me cobrindo de carinho. Puxei minha coberta até o pescoço e fechei os olhos mesmo sabendo que não faria qualquer diferença. Não me dei conta de quanto tempo levou para que eu adormecesse, mas com certeza foi bastante.

****

          Acordei no outro dia sozinha, sem que ninguém me chamasse. Tomei um banho e saí pra fora do quarto. A casa estava um silêncio total, o que com toda certeza eu estranhei, nem mesmo o cheirinho de café de Nana estava no ar esta manhã. Foi então que me dei conta de que não havia ouvido Nana chegar em casa noite passada, talvez eu tivesse pegado num sono muito profundo, ou talvez ela não tivesse voltado pra casa... Mas o que ela estaria fazendo até uma hora dessas no serviço? Será que aconteceu alguma coisa? Milhares de pensamentos começaram a rondar minha cabeça, até que ouvi alguém bater na porta, meu coração se acelerou e eu caminhei até a porta e perguntei quem era:

- Sou... Eu.

           Era aquela voz, a voz dele. E eu pude perceber isso a partir do momento em que meu coração disparou, as borboletas voaram no meu estômago e o arrepio me subiu a espinha. Só Harry tinha o poder de me causar tantas emoções assim ao mesmo tempo com uma simples frase, apenas com a sua voz. Senti minhas mãos gelarem e a saudade parecia não caber mais dentro de mim, tanto que assim que abri a porta eu já podia sentir meus olhos marejarem e meus joelhos fraquejarem. Ele estava mesmo aqui!

Harry P.O.Vs

            Faz uma semana e meia que (Seu Nome) e eu não nos falamos e tenho certeza de que ela não quer me ver, e por mais que eu esteja chateado por ela não ter acreditado em mim, não posso ir contra a vontade vê-la, principalmente porque amanhã é o dia mais importante da vida dela -e da minha também- por sinal. Bati na sua porta decididamente assim que percebi que Nana não estava. Pensei que (Seu Nome) não me atenderia, mas ela abriu a porta pra mim.

             No momento em que a vi, foi como se todo o meu mundo estivesse ali, em pé na minha frente esperando que eu falasse algo. Eu não sabia exatamente o que dizer, eu só precisava vê-la, abracá-la... Sentir seu cheiro... Não me atrevi a tocá-la mas caminhei um passo a frente. Então falei a primeira coisa que veio em minha mente e que era obvio.

- Eu sei que você não quer nem olhar na minha cara e que eu sou a ultima pessoa com quem você iria querer conversar mas... Eu precisava tanto te ver! -ergui o queixo dela até que seus olhos mesmo sem foco pudessem olhar os meus-
- Porque você acha que não quero falar com você?- perguntou- Ou te ver? -sussurrou-
- Porque eu te magoei mesmo quando prometi que não o faria. Eu feri seu coração. Você... Não está chateada comigo? -perguntei confuso mas feliz-
- Eu estou chateada sim Harry, mas ainda não aprendi a viver sem você comigo.
- O que quer dizer? -perguntei-


              Ela abaixou a cabeça como se estivesse prestes a chorar.

- Senti sua falta mais que tudo. -sussurrou-

              Com essas palavras senti que o chão abaixo de mim havia desabado. Não posso acreditar que a fiz sofrer.

- Ah Harry! -ela chorou- Fiquei com tanto medo de que você nunca mais me procurasse. -sua voz saía machucada e demonstrava todo o seu medo-
- Não fala isso. -assustei-me quando vi que minha voz saía chorosa, eu estava chorando?- Eu também não sei viver sem você.

                 Me aproximei mais ainda e a abracei acariciando seus cabelos.

 

            Mesmo abraçados, a distancia entre nós parecia infinita, eu poderia me fundir contra ela e ainda assim a distancia seria muita. Então eu fiz o que achei que deveria fazer, o que há muitos dias eu estava sentindo tanta falta! Eu a beijei.



Jason P.O.Vs

           Porque raios você está tão nervoso Jason? Você está apenas levando flores pra ela. Você é uma pessoa normal, que está levando flores normais de boa sorte pra uma amiga normal, só isso. Droga! Essa já é quarta vez que olho meu topete no espelho, eu sou um idiota! Ela nem vai poder ver se o meu cabelo está bagunçado e coisa e tal. Melhor eu caprichar no perfume então, não é? Mas o que é que estou falando? Pareço um adolescente prestes a se declarar pra paixonite da sexta série. Respiro fundo algumas vezes, eu não sou mais um adolescente e muito menos estou prestes a me declarar pra alguém. São só flores pra uma amiga, só flores pra uma amiga! E mesmo que eu fosse me declarar, não há mais problema, afinal, ela e Harry não estão mais juntos.

              Estaciono o carro em frente a casa de (Seu Nome) e nem faço questão de olhar para os lados. Pego as flores no banco e desço com um sorriso no rosto. Assim que olho para a varanda sinto toda a alegria sendo sugada de dentro de mim. Meu sorriso desaparece e instantaneamente deixo as flores caírem de minha mão. (Seu Nome) e Harry estão juntos, e... Eles parecem felizes. Olho para a cena paralisado e só caio na real depois de alguns segundos. Pego as flores do chão e de repente o dia parecia ter ficado terrível, o sol estava quente demais e até mesmo o ar era difícil de ser respirado. Caminhei de volta para o carro e deixei que minha cabeça caísse sobre o volante.

            Eu só não sei se devo ficar feliz ou triste por eles terem feito as pazes. Quer dizer, com certeza acho que estou sentindo as duas coisas. Estou triste por mim, por motivos que não preciso ser obrigado a dizer, no entanto, estou feliz por (seu Nome), ela deve estar radiante de felicidade por ter voltado com uma pessoa que ela gosta de verdade. Eu seria egoísta demais se não me sentisse feliz por ela. Foi então que decidi que não havia motivos pra ficar triste. Liguei o carro e fui embora.

Primeiramente eu queria pedir desculpas pra Mick (THG) porque a gente tinha combinado de eu fazer essa maratona na sexta e ela postaria na quinta e no sábado, mas realmente não deu e por isso to fazendo hoje, desculpa mesmo Mii. E 'segundamente quero dizer que agora sim as coisas vão mudar na fanfic, talvez vocês gostem talvez não. Enfim, eu espero que gostem neh, estou cheia de ideias pra novas longfic's mas primeiro tenho que terminar as que eu comecei e como as férias estão chegando não vai demorar muito pras novidades. Amo vocês! Mais tarde eu volto. -Deh♥

22 de novembro de 2014

FLAWLESS - 9



The spaces between us
Keep getting deeper
It’s harder to reach her
Even though I've tried
Spaces between us
Hold all our secrets
Leaving us speechless
And I don’t know why

Who’s gonna be the first to say goodbye?
- spaces - one direction - 
- me olhou - se você quiser, pode ir embora
- como assim? 
- pra sua casa, pra sua vida... se quiser, pode ir, eu não vou fazer mais nada contra seu pai... 
- está bebado ainda? 
- estou... mas é verdade, não vou usar uma desculpa depois, sei o que estou falando 
- então... 
- está livre de mim, Skyler - desviou o olhar 

Eu sei o que todos esperam, que eu saía correndo, pegue minha mala, e vá embora daqui.
Mas por algum motivo, eu permaneci sentada na cama ao seu lado, em um grande silêncio.

- por que isso sem mais nem menos?
- é o que você quer? não é? sair correndo pra longe de mim, eu sei, e estou deixando, pode ir
- me diga o porque - suspirei - é claro, você teve o que queria agora vai me deixar em paz, esperava isso
- por que pensa só nisso? - me encarou nervoso - você acredita que eu ainda tenho salvação mas é a primeira a pensar nas coisas ruins que eu posso fazer
- então por quê?

Zayn se manteve olhando em meus olhos por um longo tempo.

- vou parecer um idiota se dizer isso... vou... me machucar, vai ser horrível
- é algo tão péssimo assim?
- provavelmente
- me fala logo, Malik!
- ai que droga! - gritou e se levantou - quer saber o por quê? Eu falo! - suspirou alto - eu me apeguei a você, gosto de você, se brincar eu até te amo, mas eu não posso me machucar, e não quero machucar você, eu sou um problema, e não posso fazer isso com você... Porque você merece algo melhor

Minha expressão é indescritível, me levantei e me aproximei dele.

- Então... Eu vou embora 
- tudo bem - abaixou a cabeça 
- parece decepcionado 
- é que eu estava esperando uma cena clichê de filme que você ia falar " eu fico"

Ele parecia tão inocente assim, me aproximei ainda mais nele, coloquei a não em sua nuca e o beijei. 

- lembra o que eu disse pra você? Nada é fácil, nem pra você - sorri 
- você gosta de mim também 
- é verdade, mas eu quero que me conquiste Malik, porque eu sei que você pode 
- então antes de ir - beijou meu pescoço- deixa eu te fazer lembrar porque você gosta de mim - sussurrou 
- Z...
- shh..

Ele selou nosso lábios com violência e me levou até a cama enquanto me beijava.
Seus lábios deslizaram até meu pescoço Distribuindo leves beijos, que me tiravam totalmente de qualquer foco.
Suas mãos foram até minha camiseta, subindo, até tirá-la por completo. 
Fiquei por cima dele tirei sua camiseta, beijei seu peitoral até chegar em seus lábios, mordi seu lábio inferior e o puxei de leve, ele sorriu segurou em minha nuca e e eu o beijei.
Desabotoei sua bermuda e me livrei dela, Zayn voltou a ficar por cima de mim, se livrou do meu sutiã, massageou meus seios, fazendo com que eu soltasse um gemido baixo, ele me olhou com um sorriso malicioso, e voltou a me beijar, tirou minha calcinha, e esticou a mao até a comoda provavelmente procurado uma  camisinha, fechei meus olhos, enquanto sentia seus lábios percorrerem meu corpo, até voltar no meu pescoço, de surpresa, o senti dentro de mim, fazendo-me que eu agarrasse o lençol, e gritasse seu nome, ele acelerou cada vez mais os movimentos, até que chegamos a ápice. 
Larguei o lençol enquanto tentava recuperar minha respiração ao normal, Zayn selou nossos lábios, e se deitou ao meu lado da cama, puxei uma coberta e me cobri.
Olhei para Zayn, e logo seus olhos castanhos foram de encontro aos meus, lentamente fechei meus olhos, antes que eu caísse no sono, Zayn me abraçou e beijou meu ombro, então... Acabei dormindo.

Dia Seguinte -

Acordei, abri lentamente meus olhos e olhei para o relógio, que marcava quase meio dia.
Me enrolei no lençol e fui até o banheiro, deixei o lençol no chão e fui para o chuveiro, tomei um banho rápido, depois coloquei uma roupa. Desci as escadas, olhei para Zayn deitado no sofá, apenas olhando para a TV desligada.

- Zayn? 
- o que foi? - me encarou 
- nada... Bom dia - fui até a cozinha 

Entrei na cozinha e me sentei pegando algumas coisas pra comer, Zayn apareceu na mesma e se sentou de frente para mim, nem parecia ter dormido.

- você dormiu? - eu perguntei 
- uma ou duas horas 
- fiz um sinal negativo com a cabeça- você precisa dormir 
- para de agir como se importasse, porque você não se importa - disse grosseiro
- eu me importo sim 
- ah claro, tanto que vai embora, provavelmente espalhar pro mundo o quanto Zayn Malik é um monstro 
- ok, olha pra mim - assim ele fez - não vou embora hoje, sabe por que? Vamos no seu pai ainda, e eu me importo demais com você, provavelmente bem mais que imagina 

Zayn ficou em silêncio, e eu voltei a comer. 
Quando me levantei, estava um pouco sem rumo porque agora eu não tenho absolutamente nada pra fazer. 
Fiquei um tempo sentada no sofá, até que decidi me levantar, nenhum sinal do Zayn, fui até o quarto de desenhos, e lá estava ele sentado no chão desenhando.
Fui do seu lado e me sentei, ele parou de desenhar e me encarou.

- o que está fazendo aqui ainda? 
- Zayn para de me tratar assim, e para de querer que tudo seja como você quer 
- eu só... Esquece, você tem razão, pode ir - voltou a atenção pro desenho 
- me fala, por favor 
- eu só não quero ficar sozinho igual meu pai, mas para mim seria pior, eu vou morrer sozinho e sem ter amado alguém 

Segurei seu rosto e o beijei, era um beijo calmo, e depois de um tempo, eu cortei.

- eu preciso viver também Zayn 
- então vive comigo 
- mas você não sabe bem como eu quero viver, quero viajar, sair, ter minha casa
- então me ensina a viver
- sorri - você ficou louco de uma hora pra outra? 
- sim - sorriu - completamente louco

Zayn se aproximou, me deitei no chão, e ele ficou por cima, e me beijou.
Depois ele se deitou no chão, ao meu lado.
Não sei o que aconteceu com ele, mas eu estava adorando isso, e espero que não mude de uma hora pra outra.

- aqueles olhos na parede, são de alguém, parecem com os seus 
- são da minha mãe... Desenhei pra nunca esquecer
- sorri de canto - ficou lindo
- ela era linda

Fiquei de lado para olhá-lo e depois de um tempo ele fez o mesmo.

- então você vai embora mesmo? - perguntou
- vou
- hum...
- mas não vou te deixar fácil assim - ri - eu preciso montar meu apartamento, se quiser ir lá, é sempre bem vindo
- o que eu sou pra você?

Essa pergunta me pegou de surpresa, afinal, eu por um acaso sabia responder?

- não sei bem responder, porque acho que você já foi de tudo pra mim
- como assim?
- você já foi o cara que eu mais odiei, o cara que eu mais desejei, o cara que eu mais quis ajudar
- e agora?
- acho que... o cara que eu tenho mais medo de me apegar
- medo? - riu
- é... você e essa sua bipolaridade me faz ter medo de gostar de você
- não precisa ter medo
- como eu posso ter certeza?
- porque eu estou te dando essa certeza
- ri baixo - as vezes você faz as coisas parecerem muito fáceis
- acho que é você que gosta de complicar tudo
- nem tanto - ri
- ao contrário, não tenho medo de gostar de você
- pensava que tinha
- eu também pensava, fiquei pensando sobre tudo essa madrugada - olhou para a parede - quero arriscar mais de novo, claro que nunca vai ser como antes, eu nunca vou ser nenhum principe, ou qualquer desse tipo de caras babacas apaixonados, mas... eu posso tentar ser um pouco idiota - brincou
- ri - você faz isso sem muito esforço, não se preocupe - brinquei
- ei!
- brincadeira - sorri de canto - você não está com sono?
- eu já me acostumei a ficar sem dormir as vezes..
- então quando quer ir visitar seu pai?
- amanhã, tudo bem?
- tudo bem, vou... arrumar minha mala, falar com meu pai, essas coisas - me levantei
- okay, depois eu subo.

Zayn Malik P.O.V.

Ela se levantou e saiu, eu continuei ali.
É estranho... menos de um mês atrás, eu achava que tudo havia uma lógica, que eu só poderia ser atingido por coisas como dinheiro, ou um tiro, mas... gostar de alguém parece ser pior ainda.
Se você perde o seu dinheiro, há uma saída de se continuar vivendo.
Se você toma um tiro, mas a cirurgia for bem sucedida, ainda pode viver normalmente.
Mas é gostar de alguém? Será que da pra viver normalmente, ou vou ficar todos os dias pensando no que eu poderia ter feito?
Que maravilha, Zayn Malik, o pior cara que existe, parecendo um idiota.
Só que penso nela cada vez de forma mais freqüente, deixá-la ir pode parecer Algo horrível, mas ao mesmo tempo, é o certo.
Me sentei e olhei novamente para os olhos da minha mãe desenhados na parede.

- queria que você estivesse aqui pra me falar a coisa certa pra fazer... Ou simplesmente me dar um abraço...

Me levantei dali, e fui até meu escritório, olhei para minha mesa, e fui até o telefone, com muito receio digitei o número, e esperei enquanto chamava.

- residência Malik
- Daniel? 
- quem fala? 
- sou eu Zayn
- Zayn? Faz muito tempo que não liga 
- eu sei... Meu pai está aí? 
- ele está no sala vendo... Algum filme acho, está mal como sempre 
- ah... Bem, amanhã vou aí vê-lo com uma amiga 
- okay, vou avisa-lo, ultimamente ele tem falado de você, quando te viu na tv
- o que ele disse? 
- venha aqui amanhã, provavelmente ele irá repetir 
- suspirei - você sempre vai ter esses seus mistérios
- sempre mesmo - riu 
- bem... Obrigado, Daniel 
- por nada, boa tarde 
- boa tarde 

Desliguei o telefone, e subi as escada até o quarto.
Skyler se sentou na cama, e me encarou.



- falei com meu pai, ele quase me matou em saber que estava te ajudando e que estava tudo bem 
- mais um pra minha lista "pessoas que me odeiam" 
- e pode colocar ele como número um - brincou 

Gostava de como certas coisas ela não leva nem um pouco à sério. 

- por um lado, o apartamento que eu comprei esta todo certo, só falta eu me mudar 
- pois é - desviei o olhar - tenho que me parar de me incomodar com isso 
- sorriu - é engraçado
- eu não acho nem um pouco engraçado - eu disse sério
- não precisa ficar sério 
- só fico sério, porque as coisas não estão acontecendo como eu quero
- que milagre, Zayn Malik sendo egocêntrico - ironizou 
- que milagre, você sendo irônica - disse no mesmo tom 
- vai mesmo mudar de humor do nada?
- se eu quiser eu mudo - cruzei os braços 
- revirou os olhos - por que tem que ser assim em? 
- porque a garota que eu gosto está indo embora e eu não posso fazer nada além de dizer "poxa eu gosto de você, não vai", mas não funciona, isso mostra o quanto tentar ser um cara meio legal não funciona em absolutamente em nada
- me olhou nos olhos - claro que funciona 
- uau, eu estou vendo o quanto 
- funciona, porque eu não gosto de você por ser egocêntrico, nervoso, etc... gosto porque você consegue ser delicado na hora certa, consegue ser perfeito quando quer, acha que é fácil pra mim ir embora sendo que eu sinto o mesmo por você? 
- então por que está indo? 
- porque tenho principios, sou uma mulher, que não tem a vida comandada por um homem
- vai ir embora só por causa de um feminismo idiota? 
- feminismo idiota? - riu falso - estou me dando o valor - se levantou - algo que parece que você só fez quando está vendo que estou indo embora 
- como queria que no começo eu te desse valor? eu apenas te desejava, não gostava 
- isso mesmo, me desejou como um objeto, pra mim foi a pior coisa que você fez 
ignora a legenda ae 

Ela se afastou e encostou perto da janela, desviou o olhar, parecia que ficou nervosa de verdade. 
Mas no fundo, tenho que admitir que ela tem razão. O problema que nunca tive com uma garota que queria se dar ao valor feito Skyler, sempre tive com garotas que não importa o quão mal eu as tratasse, elas sempre estariam correndo atrás de mim, será que estou pagando pelos meus pecados agora? 
Me aproximei dela, quando fiquei bem próximo, seus olhos azuis olharam diretamente para os meus, se ela foi contra os principios dela, agora eu vou ir totalmente contra os meus, mas já que é a coisa certo, por que não fazê-la? 

- me desculpa... por ter tratado feito um objeto, talvez foi mesmo um erro ter feito tudo isso só por causa desse meu jeito possessivo, só que não tem como voltar atrás, estamos aqui agora, um se declarando pro outro, só por ter te conhecido, eu me desculpo, mas não me arrependo 
- não faz isso comigo, cada coisa que você fala me faz ter vontade de deixar tudo e continuar aqui 
- sorri de canto - essa é minha intenção 

Segurei seu rosto e a beijei, a encostei na parede, e intensifiquei o beijo, apenas parei quando o ar se fez necessário. 

- vou ficar por mais um tempo aqui, tudo bem? 
- sorri - acho que estou indo pelo caminho certo, então... 
- provavelmente - sorriu - mas tente ser mais idiota da próxima vez, talvez eu fique - brincou 
- ri baixo - mesmo tentando, você tem que ser insuportável em algum momento, não é? 
- exatamente - piscou e riu 

CONTINUA...

CONTINUO COM 20 COMENTÁRIOS
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desculpa o capitulo meio pequeno, vocês já devem saber que meu tempo tá curto. 
Mas próximo capitulo vou tentar fazer grande e cheio das emoções haha <3 
espero que tenham gostado amores :) 
VOCÊS VIRAM NIGHT CHANGES? PQP MDS CLIPE MARAVILHOSO MORRI MAS MORRI FELIZ NO ENCONTRO (FALHADO, PORÉM ENCONTRO) COM MEUS HOMEM, ENTÃO É NOIS. 
ah, leiam minha outra fic do blog aqui, thg, se leem, comentem lá o que acham, beijos - mi 

ah, e me add no facebook pra vcs me xingarem quando eu demorar demais - https://www.facebook.com/michele.maia27